sábado, 11 de agosto de 2012

Todos os homens do presidente

Uma aula sobre jornalismo investigativo
Todos os homens do presidente (All the president’s men), de 1976, foi produzido pela Warner Bros, nos Estados Unidos, e dirigido por Alan J. Pakula. O longa-metragem, de 138 minutos, teve oito indicações ao Oscar e levou quatro estatuetas: melhor ator coadjuvante, melhor roteiro adaptado, melhor direção de arte e melhor som. No elenco, nomes de peso: Robert Redford e Dustin Hoffman ditam o ritmo do filme na pele de dois jornalistas em busca de uma notícia que não sabiam se, de fato, existia.

Os repórteres Bob Woodward e Carl Bernstein, do jornal Washington Post, são incumbidos de cobrir a prisão de cinco homens flagrados enquanto tentavam instalar grampos e escutas na sede do Comitê Nacional Democrata, em Watergate – complexo de escritórios e apartamentos, em Washington, Estados Unidos. A dupla, incentivada pelo editor-geral, passa a investigar o envolvimento da Casa Branca no caso. Uma verdadeira aula de jornalismo investigativo que culminou com a renúncia de um dos presidentes mais populares dos Estados Unidos: o republicano Richard Nixon.

Logo no início, a imagem de uma data sendo datilografada, emitindo, ao mesmo tempo, o som da máquina de escrever e o som de um tiro a cada caractere, deixa clara a mensagem do filme: as palavras são armas poderosas; nas mãos da imprensa, mais poderosas ainda. A trama exige atenção: possíveis envolvidos no caso são acrescentados a todo o momento na lista dos dois jornalistas. A profusão de nomes é digna de fazer com que qualquer espectador, mesmo atento, se perca.

As cenas escuras – gravadas à noite -, e a abundante iluminação da redação do Washington Post são contrastantes e se fazem presentes em todo o longa. É nesse cenário que os jornalistas correm atrás da notícia, aparentam não ter vida social e se comportam como verdadeiros investigadores. A lista de aspectos jornalísticos abordados no filme é extensa: investigação, insistência, relacionamento com as fontes, ética, faro jornalístico. Todos os homens do presidente merece a atenção dos professores de comunicação e de todo aspirante à jornalista.

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