quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Mário Paixão

Este texto não será revisado. Não quero revisão, quero que ele sangre. Quero que sangre. Quero que as palavras jorrem, fluam, assim como as lágrimas em meus olhos insistem em cair. Mário Paixão, meu amigo! Partiste. E a tua ausência, a tua não presença nesse mundo dói demais. Acabo de saber de tua partida. Recorro, portanto, às palavras, aos textos, ao que mais tínhamos em comum. Poeta querido... O que faremos sem essa tua paixão que não era só teu sobrenome, mas que era tua essência e que contagiava a todos? Não tive o prazer de te conhecer pessoalmente. E isso faz doer mais.
Saudade das tuas palavras, como nesse e-mail:
E ai querida*fiquei feliz quando recebi teu email*respondi na hora em que recebi, pois quando havia te enviado aquele em que se fala do tempo que não se tem, recebi este aqui*
Escrevi que acho que estou ficando meio jegue*não consegui colocar cor, tamanho ou o tipo da fonte*contei que não consigo escrever minhas considerações no teu blog*enfim, coisas que não consigo fazer no computador*pois depois de escrever tudo*inclusive uma mensagem bonita pra ti, que dizia que tudo que tu quizeres tu vais conseguir* que estas criando o teu universo o teu mundo*conquistando ele a cada dia*a cada movimento e que deves ficar feliz em conquistar as coisas que queres e ser feliz, mesmo não tendo ainda conseguido, pois as coisas são mesmo batalhadas*disse tambem que tenho por ti grande apreço*que vibro com todas as tuas vitorias*
Disse tambem que acho que fomos proximos em alguma vida por nós vivida, talvez amigos, parentes, sei la, algo assim*foi tão belo o que escrevi que no final eu disse>>credo ! este sou eu falando*
Depois de tudo escrito, EU APERTEI O BOTÃO ERRADO E APAGUEI TUDO*
Fiquei tão, tão...tão, que sai do computador.
Este era você. O "véio não mente"
Fizeste a diferença, e justamente por isso, deixarás tanta falta. Levarei tua lembrança para sempre. E caso eu realmente escreva o tal livro aquele, a dedicatória continuará sendo para ti.

Com amor,
da amiga,
Cris.
Imagem retirada do blog do Mário.

2 comentários:

Mirella Andrighetto Linhares disse...

Deu saudade de ler o teu blog!!!

Que lembrança triste e linda!!

Saudade!

Cris Lautert disse...

Que saudade! Vira e mexe este querido volta à memória, nas coisas mais simples do dia. E é assim que as pessoas ficam conosco, mesmo depois de terem partido: na mente e no coração.