domingo, 9 de agosto de 2009

Dia dos Pais

Há pais conservadores, formais, pais alternativos, pais sofisticados, pais humildes.
Pais que curtem Rock, outros que curtem sertanejo, reggae, música clássica ou eletrônica.
Há pais gremistas, pais colorados.
Há pais durões, pais sentimentais.
Há pais que já partiram, pais ainda presentes.
Há pais que pagam pensão e acham que isso é o suficiente.
Há pais que nem se deram ao trabalho de assumir seus filhos.
Há pais adotivos, pais de coração.
Há pais que passam dificuldades e privações para que nada falte a filhos ingratos.
Há pais que perdoam o erro de coração aberto.
Há pais que dizem: “Eu te avisei”... E perdoam mesmo assim.
Há pais que não conversam com seus filhos há anos, por um motivo qualquer...
Há pais que são muito ocupados e não têm tempo.
Há pais que esperam que seus filhos tenham tempo para eles.
Há pais que não conversam enquanto assistem o jornal.
Há pais que inventam histórias com fantoches nas mãos.
Há pais de idade bem avançada.
Há pais que brincam como crianças.
Há crianças que já são pais.
Há pais presos, culpados ou inocentes.
Há tantos tipos de pais!
Pais de todas as raças, de todas as crenças e de todas as classes sociais.
Com seus defeitos e qualidades. Todos, PAIS.

Há muitos filhos que nesse Dia dos Pais estarão sós. Talvez porque o pai já tenha partido, talvez porque haja discórdia entre pai e filho. A primeira opção, infelizmente, é irremediável... Mas sempre é tempo de esquecer as mágoas e reatar os laços. Seja qual for o motivo da discórdia, quando a perda irremediável acontecer, talvez você queira reparar o erro e recuperar o tempo perdido. O tempo que foi roubado por uma discussão, pelo orgulho, pelo “não pedir perdão”, e se dará conta de que não há mais tempo para isso.
Dizem que mãe é uma só. E pai, não?

Ao que tem pai: Abrace-o.
Ao que não tem mais:
Relembre.
Aos que têm e aos que não têm: Há um PAI, que ama incondicionalmente, que não falha e que espera de braços abertos o abraço do filho.


Texto Publicada no Jornal O Açoriano, em homenagem aos Pais, em 2008.

2 comentários:

Téo disse...

Aiai..sem palavras.

Até to pensando em ser pai...husahsahusahusahusahusahuhsahusahusauhasuhas

Cris disse...

Que figura! Seria mais ou menos como o filme que passou hoje a tarde: O Paizão. hauhauhauha