sábado, 30 de maio de 2009

Memórias de infância...

Adoro quando lembranças da minha infância afloram. Evocada pela palavra "biblioteca", pronunciada por uma colega de trabalho, em uma tarde chata e nublada, surge a lembrança de um livro: O Boneco de Chocolate. Transporto-me para a frente da estante onde costumavam ficar os livros infantis na Biblioteca Municipal. Minha mãe está procurando outros livros. A atração é fatal. O Boneco de Chocolate está ali. Lembro-me de usar o termo "comprido" para definir a altura do livro e não o tamanho da história. Ele estava meio "judiado", mas na capa, o boneco-menino marrom estava sorrindo e andando. Quantas vezes eu levara o livro para casa? Eu o queria novamente. Adorava imaginar como seria ser um boneco de chocolate, ou como seria comer um... Adorava chocolate. Ainda adoro. Mas eu queria imaginar com o livro nas mãos. Olhando para a capa. Desconhecia o motivo de tamanho fascínio. Um simples livro. E também não importava. Talvez fosse a química, mas eu não saberia disso com aquela idade.
Lembro que quase tão bom quanto chocolate, era pronunciar o título do livro: O Boneco de Chocolate. Soava bem. Bo-ne-co de cho-co-la-te! Vai... Sei que estás com vontade. Pronuncia também: Boneco de Chocolate. É bom, não? Eu falava de "boca cheia". Ainda hoje me parece bonita a pronúncia. Parece bobo, e talvez seja.
O sonho acaba. Tenho 25 anos, estou trabalhando e me pego dizendo: Boneco de Chocolate. Volto à rotina. O livro fica lá. O Boneco de Chocolate fica lá. Será que ainda existe? Lamento não lembrar da história. Lamento não lembrar do autor. Não achei nada a respeito. Mas lembro do físico, das "orelhas", das rasuras, do papel na mão e do cheiro. Livros tem isso... De hipnotizar. Tem essa química com o leitor. Essa coisa de pele...
Lembro-me da capa, com o boneco-menino marrom sorrindo e andando. Não sei pra onde foi. Há 19, 20 anos...

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10 comentários:

Rickbravo disse...

Apesar do comentario vir tarde eu tive esse livro. O Boneco de chocolate foge do bolo e sai correndo pela fazenda com toda a familia atrás. Ao pular uma cerca cai numa poça e se derrete para a tristeza dele e de todos. Um cachorrinho que também o perseguia consegue chegar a tempo de lamber a agua chocolatada.

Bom livro, bons tempos. Saudades...

Cris disse...

Meninooo! Cheguei da aula e vi que havias comentado! Não chegastes tarde, não! Nunca é tarde quando se tem memória!
Realmente... bons tempos... ótimos tempos! Inclusive, eu e um amigo vínhamos no ônibus da faculdade cantando as velhas músicas que marcaram nossa infância. Olha só que coincidência!!!!!!

Não suma! Apareça sempre por aqui.
Fiquei muito feliz com teu comentário.

Cris.

Anônimo disse...

Eu tb li esse livro!! Devia ter uns.. sete anos de idade (hoje tenho 32).
Já procurei no google algumas vezes qualquer informação sobre o livro e nada... até agora!! Acabei de achar alguém que também o leu! haha :)
Bons tempos...

Anônimo disse...

Ao que tudo indica, o livro foi escrito por uma autora chamada Elsa Fiuza, em 1977.
Foi lançado no mesmo ano pela Ebal e relançado em 1986.
Olha o Google nos ajudando a relembrar nosso passado! :)

Cris disse...

Ótimos tempos!
Como posso agradecer-te por descobrires o nome da autora? Haha! Tão bom encontrar alguém que já leu esse livro!
Às vezes tenho certeza de que a criança que há em nós nunca morre, apenas adormece até que encontremos outras crianças!
Abraço!

Anônimo disse...

Olá, Cris!

Há muito tempo procuro por este livro. Eu me lembrava da história, da capa, mas não lembrava o nome da autora, nem da editora. Este foi o meu primeiro livro. Com muito esforço, meu pai o comprou. Fazia parte da lista dos livros escolares. Isto aconteceu em 1977, quando eu estava na alfabetização. Agora tenho quase 44 anos e fico feliz em saber o nome da autora.

Muito obrigada,

Leidi.

Anônimo disse...

Olá, Cris!

Há muito tempo procuro por este livro. Eu me lembrava da história, da capa, mas não lembrava o nome da autora, nem da editora. Este foi o meu primeiro livro. Com muito esforço, meu pai o comprou. Fazia parte da lista dos livros escolares. Isto aconteceu em 1977, quando eu estava na alfabetização. Agora tenho quase 44 anos e fico feliz em saber o nome da autora.

Muito obrigada,

Leidi

Cris Lautert disse...

Leidi, bons tempos, não? Esse livro me deixou muita saudade! Fico feliz por encontrar mais pessoas que o leram e que guardam boas recordações dele! Obrigada por comentar e dividir isso comigo!
Abraço!

Anônimo disse...

Cris, também procuro por este livro. Foi meu primeiro livro também, assim como para o Anônimo que postou em 2014. Toda noite meu pai o lia para mim, nós dois sentados no banco de cimento da varanda. Foi assim que aprendi a ler: decorei a estória, frase por frase. Hoje, só lembro que dizia "um boneco de chocolate encarapitao no bolo". Foi lá que aprendi essa palavra engraçada,"encarapitado". A Ciranda Cultural tem um livro com a mesma estória, mas chamado "O Biscoito de Gengibre." Só que conto pra minha filha como se fosse de chocolate...

Cris Lautert disse...

Anônimo, ainda tenho esperança de encontrar este livro. Caso eu o encontre, volto a postar aqui. Que bom que contas a história para tua filha. ♥