quinta-feira, 5 de março de 2009

O Brasil dos Excluídos

Muita pobreza e miséria estampadas na matéria do Fantástico em 01/03/09, sobre as quatro últimas cidades colocadas na classificação do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), entre os municípios brasileiros: Traipu, em Alagoas; Jordão e Tarauacá, no Acre e Manari, em Pernambuco.

Se você assistiu, sabe do que estou falando. Se não assistiu, talvez tenha dificuldades para imaginar a crueldade da situação. Tudo parece longe de nossa realidade, longe de nossos lares e bem difícil de acreditar.

Reclamar para quem? Aliás, reclamar para quê? Parece que o Brasil encontra-se coberto por certa apatia generalizada: -“É triste, mas é a vida. Fazer o quê”?
Se não conseguimos mudar esse quadro, ao menos lembremo-nos de certas coisinhas que por vez e outra são esquecidas por nós, “moradores cheios de problemas desse país de governo apático”.
Lembremo-nos daquela velha conversa de que reclamamos da vida sem razão. Não. Não é feio repetir que muitas vezes reclamamos sem motivo. Não é feio reconhecer isso.


Feio é não agradecer pelo que temos, quando tantos outros não têm nada.
Feio é reclamar do emprego e do salário, quando há quem trabalhe um mês inteiro para ganhar R$ 40,00! Isso quando se tem um emprego!
Feio é reclamar das contas (a maioria delas, feitas por nossa própria vontade), quando há quem receba fatura de água sem nunca ter recebido a água.
Feio é reclamar da chuva que “estraga” nossos passeios e programações, quando a mesma chuva que cai, é para alguns, sinônimo de água para beber e de banho com água caindo nas costas, para crianças que nunca tomaram um banho de chuveiro.
Feio é reclamar da comida farta na mesa, quando há mães preparando apenas feijão para os filhos. Feijão com farinha. Mais nada. Arroz? Artigo de luxo. Apenas uma vez ao dia.
Feio é esquecer de agradecer a Deus todos os dias, por não estar nessas situações.

Desesperador é esperar. Esperar atitudes de nossos governantes, dos líderes que deveriam estar realmente preocupados com o bem-estar daqueles que o colocaram lá: No poder.
Esperemos! Talvez um dia a letargia governamental cesse. Talvez um dia acordem do sono que se abateu sobre eles. Talvez despertem do sonho cor-de-rosa que é ganhar salários astronômicos. Talvez olhem para os lados e procurem quem ajudar. Talvez... Não os encontrem mais.

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