quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

A Menina que Roubava Livros - Markus Zusak



Um livro é bom, no mínimo, eu disse NO MÍNIMO, quando quem o leu o devolve a estante com uma dorzinha no coração, se sentindo meio órfão da história, meio que se despedindo.
Um livro é bom quando você o devora. Quando a história te prende tanto que mesmo cansado, você espia o próximo capítulo para ver se não é muito extenso e pensa: “ - Só mais esse!” E quando vê, já foram mais um ou dois capítulos.
Um livro é bom quando você fica amigo dos personagens. Senta na mesa e pensa no “fulano”, ou fala alguma coisa parecida ao “cara” da história.
Um livro é bom quando você compra, e depois de lê-lo tem a plena certeza de não ter jogado seu dinheiro fora.
A Menina que Roubava Livros é tudo isso.

E coisas assim, como as citadas acima, acontecem comigo. Sempre me envolvo demais pro meu gosto. Isso me rende até sonhos. Quando lia o livro “ A Estrada da Noite”, de Joe Hill, sonhei com um homem de terno preto no meu quarto. O fantasma do velho!
Lendo A menina que roubava livros, que comprei na Sexta ( 09.12.07), na Ulbra, sonhei com nada mais nada a menos que Hitler. Sim meus caros, na falta de coisa melhor pra sonhar... Sonhei com Hitler... Nota: A história se passa na Alemanha Nazista.
Passei a olhar os dias tentando perceber as suas cores, como a morte fazia. (Se você ler o livro, vai entender), aliás, é ela, a própria morte, quem conta a história.
Me identifiquei com Liesel. Não que eu roube livros. Nada disso. Mas os amo. O máximo que chego perto do comportamento de Liesel, é dar uma espiadela em pé, na livraria, roubando alguns parágrafos de livros que me chamam a atenção.
Mas você sabe que um livro é ótimo, quando te arranca lágrimas. E eu chorei.
...

Poderia fazer aqui, o que vários outros em seus blogs já fizeram. Escrever um resumo do livro, (o que seria um crime) ou um ctrl c + ctrl v de algum lugar. Mas não adiantaria. O que certas obras provocam na gente, são inexplicáveis e talvez eu esteja perdendo meu tempo tentando exprimir em palavras o efeito desse livro em mim. É como eu costumo dizer: A minha mão nunca consegue acompanhar o meu raciocínio, e esse, por sua vez, nunca acompanha os sentimentos.

Um conselho “di grátis”: Leia. Não há novela que consiga ser melhor do que a nossa imaginação diante de um livro.


2 comentários:

Tudo para o seu perfil disse...

Adorei a forma como vc descreveu o livro e os efeitos que um bom livro causa em nós..
bjao

Cris disse...

Bah, valeu! Fico feliz pelo comentário! Volte sempre!